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Reportagem Barreiro – Romance «Com o cheiro das Glicínias» de Carlos Alberto Correia

Domingo, 16.02.20


A ficção serve-se dos factos mas não é o que foi a realidade

No Auditório da Biblioetca Municipal do Barreiro decorreu a sessão de apresentação do romance «Com o cheiro das Glicínias», o novo romance do escritor barreirense Carlos Alberto Correia, com a participação de João Pintassilgo, Vive Presidente da Câmara Municipal do Barreiro.

O romance «Com o cheiro das Glicínias» foi apresentado ‘a duas mãos’ por Ana Garrido e Filomena Viegas, presidente da Associação de Professores de Português.

No Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro decorreu a sessão de apresentação do romance «Com o cheiro das Glicínias», o novo romance do escritor barreirense Carlos Alberto Correia.

Um intelectual que muito tem dado à cultura do Barreiro

João Pintassilgo, Vice Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, sublinhou que o autor é uma figura conhecida, quer pela acção cívica, quer pelas suas crónicas na comunicação social, é um escritor com uma sensibilidade muito especial, de quem olha para o outro e conhece e entende no outro.
Recordou que Carlos Alberto Correia, sendo natural do Alentejo, vive há muito no Barreiro – “a capital dos alentejanos” – sendo um intelectual que muito tem dado à cultura do Barreiro.

Felicidade é ser onda

O romance «Com o cheiro das Glicínias» foi apresentado ‘a duas mãos’ por Ana Garrido e Filomena Viegas, presidente da Associação de Professores de Português.
Filomena Viegas, salientou a sua atracção pelo título do romance, recordando que a ‘glicínia’ é uma flor “significa um certo romantismo”, tem muito de frágil e de forte, e, sendo tão linda é venenosa.
Sublinhou a importância do cheiro da glicínia, o deslumbramento da glicina, um flor que permite reflectir sobre “a plenitude do ser sobre o ter”.
Por outro lado, abordou o personagem Ricardo, que é o herói do romance e protagonista da narrativa, uma conversa de 10 horas, que se estende pelo espaço-tempo de 30 anos.
Recordou que a personalidade de Ricardo é marcada por muitas inflexões, nela emerge a imunidade ao brilho da riqueza, a autoridade com os que corrompem e provocam a corrupção, as marcas do romantismo, a liberdade de expressão e critica, uma personagem para quem a “felicidade é ser onda”.

Empresa o espaço onde se reflecte o traço cultural

Ana Garrido, salientou que no romance dois fios narrativos vão-se entrelaçando entre Lisboa e Macau, numa viagem par o Oriente. O narrador a partir do mundo laboral, desvela-nos o mundo de Macau, não ficando pela superfície, proporciona um encontro com a desigualdade social, a opulência, o avanço tecnológico, a tradição cultural, a honra, o poder das tríades.
A empresa é o espaço onde se reflete o traço cultural.
Por outro lado, a propósito de uma visita do protagonista a Cantão, referiu a inversão de valores, o poder politico a reverenciar o poder económico, a gestão que é jogo e adrenalina.

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Carlos Alberto Correia, referiu todos os factos apresentados no seu romance partem da realidade, esclarecendo que a ficção serve-se dos factos, mas não significa que o romance seja aquilo que foi a realidade.
O Ricardo é um observador dos acontecimentos da sua época, desde os anos 60 até aos nossos dias, desde o conhecido ao pressentido.

No decorrer da sessão assistiu-se a uma brilhante actuação do Grupo Coral TAB, dirigido pelo Maestro Manuel Gonçalves.
De referir que Fernanda Afonso é autora do prefácio, um texto que permite ao leitor um espaço de reflexão e de contextualização do autor e da obra.
A capa, de Pedro Correia, traduz com forte expressividade sentimentos e faz desabrochar os cheiros das glicínias nas suas cores e intensidade plástica.
O livro tem o custo de 12 euros, pode ser adquirido pela KDP – Amazon.com

 

Com o cheiro das glicínias: Romance

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publicado por Carlos Alberto Correia às 16:38


2 comentários

De Maria Elvira Carvalho a 17.02.2020 às 15:34

Gostei imenso de estar presente e já estou a ler o romance. Ainda só cheguei à página 58 mas estou a adorar.
Abraço e muito sucesso.

De Anónimo a 17.02.2020 às 18:37

Obrigado. Espero que a continuação não desiluda. Bjs.

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