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falenas - IV

Quarta-feira, 09.07.08




desenho-te em nome no tonus das palavras

peregrina indução desvelo transparente

entre o silêncio dos regatos e as árvores

pejadas de mágicos enleios


resguardo o teu olhar no percurso da memória

ó força inesgotável que sustenta

a fadiga da viagem


à tua volta o ar ainda é frémito e luz

ou delicados contornos ou cores onde habitas

amadurecendo cerejas ou rubras papoilas

meigamente enloquecidas pela agonia leve das pétalas

asas em sala hipóstila onde os sobreiros

gigantes plantados de espanto

calam o pó da planície


como os sobreiros

de braços abertos navego no meu sol

e me arranco naco de cortiça

que o ocaso faz escurecer


nos meus ócios lassos de injustiça

a longada da luta faz doer


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publicado por Carlos Alberto Correia às 17:57