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canção adormentada

Segunda-feira, 24.11.08






I
calados pela noite
os amorosos corpos
esperam a nascente
o momento de água
o ventre

tudo chegará na sua vez
tal o real dos dias
na galáxia dos lençóis

centímetro a centímetro
habito de imaginação
a nave da tua pele

com estas mãos construo-te agora
imagem marginal ao pensamento
na duração do tempo

II

no percurso dos lumes dos sentidos
ao dealbar incerto da insónia
caminho por ti escalo-te pico de ternura

tento o futuro debito o sono
nas laudas das histórias

se a noite morreu então que viva
inteirinha nos arcanos da memória

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publicado por Carlos Alberto Correia às 14:16