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Alberto João

Segunda-feira, 03.10.05
Estar aqui dói-me. E eu estou aqui
Há novecentos anos. Não cresci nem mudei.
Apodreci.
Doem-me as próprias raízes que criei.


Canto Peninsular, O Canto e as Armas, Manuel Alegre


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Nunca tive grande simpatia pelo Jorge Coelho. Nem sequer gostei daquela sua frase “quem se mete com o PS leva”, a lembrar putos no recreio da primária. Nunca tive, de facto, grande simpatia pelo Jorge Coelho.

Até ontem!!!!

Regra geral, quando vejo a carantonha do inefável Jardim (Alberto João) de seu nome, sinto uma irresistível punção no dedo especializado em “zapping” e parto velozmente para fora da poluição.

No entanto ontem, e que quem me possa perdoar me perdoe, fiquei, estático, estarrecido, perante um chorrilho de asneiras que o Presidente Alberto, ao que parece sem ter vindo de nenhuma degustação vinícola, vomitava para um mais que inocente microfone.

Dizia ele que não tinha medo nenhum do Dr. Coelho, nem sequer físico, e desafiava-o para ir à Madeira para aprender o que é democracia.

Eu sei que as palavras são “por vezes fontes de mal-entendidos”- (Saint-Exupéry)- mas nem a boca lhe estalou ao proferir semelhante impropério. É que parece que, mais uma vez volto à primária, o Presidente da Madeira usou os meios de comunicação públicos para desafiar o Dr. Coelho para lhe por “cuspinho atrás da orelha”. (Era assim que no meu tempo de criança se fazia ao adversário para mostrar que se lhe era fisicamente superior). É de homem!!!!!

E depois, sabendo que o Dr. Alberto João avisou os municípios, onde o PSD-Madeira não ganhasse, sobre as futuras dificuldades de apoio por parte do poder regional; que é hábil a calar a imprensa local e entra em histeria por não ter o mesmo poder para a imprensa continental; ficamos estupefactos pela sua pretensão de ser formador ou exemplo em matéria de democracia.

O homem não se enxerga mesmo!

Sabendo embora que a ignorância sempre foi arrogante espanta-me que, com tanto desaforo que o senhor já produziu, a Republica assobie para o lado a fazer sempre de contas que não foi nada, de que nada ouviu.

Irra, é de mais. Então não se pode calar a verrina?!

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publicado por Carlos Alberto Correia às 17:27