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poema para charly

Sexta-feira, 14.04.06
o poeta social o poeta do amor geral
tinha ossos na alma mão acilosadas

é preciso que se ame enquanto a recordação dura
e nada é frio nada são olhos de morte mãos no cérebro

à porta da decepção os átomos de carbono
acenavam lenços de assoar

e as casas grandes esmagavam o jardim


é o tempo
que chega o tempo de não chegar as televisões
gritam bombas conquista diária da morte

é preciso charly é preciso que se ame com raiva
e átomos fissionados até um inexistente
deus voltar a cara ao polígono dos dedos
em orações de corpos de mulheres ao nosso

baloiçam as pernas nas caudas dos cometas
seca a areia come-se espaços de sermos pouco

basta do tempo do nada que chega


In silêncio mordido, Plexo, 1974 Posted by Picasa
Foto: Pedro Correia

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publicado por Carlos Alberto Correia às 11:08