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exercício da palavra

Sexta-feira, 07.03.14

 

 

 

na indiferença do medo

saliento as teclas

escalas de albergar

 

 aqui aquiles adoeceu noturno

 

oblitero os débeis recontros

o aspeto das aves

os rostos como cabelos enleados de presságios

 

paciência

 

porque a noite vem de seus encantos 

no aparato dos modos

entre aquáticas madeixas

no abandono dos lugares

 

ganhos os declives

sobram os outonos

 

sou eco e nunca o soube

afago o moreno do tempo

na figura breve dos dedos

decepados em doces relicários

 

marco as noites

escalo cabelos

calo raivosas facetas

em cristais de vidros furtivos

soltando o sol das madeixas

no sombreado das casas

 

nos ganchos das ravinas secarão amoras

debruadas no negro do pão

 

escapo do rombo quadrado dos termos

escalando os ventos

 

no modo de ser gente

pratico nas cordas menores

descubro a medida 

retorno à função

 

no gelo dos fogos

lacunas adejam

a fulgurar de raios

 

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publicado por Carlos Alberto Correia às 22:53








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