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às vezes

Segunda-feira, 04.08.14

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

I

era uma vez um barco

uma memória de fumo

onde cais nenhum marcado

dissimularia a luz

descaída no teu rosto

entre os lábios alinhados

 

II

quando o corpo nasce dia

sempre inocente o domingo

vem bater à minha porta

a gargalhar profecias

 

junto o estrago da memória

torno ao local da esperança

com um silêncio de voz

barco livre de outono

camuflado no cais

 

na linguagem que se acolhe

só se cria o que não há

não é escritor quem se escolhe

nem o que dita a razão

 

mas se houver uma canção

conta-se às vezes no tempo

a memória do teu fumo

entre os lábios alinhados

no corpo da minha porta

 

só ao domingo

cansado

 

 

 

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publicado por Carlos Alberto Correia às 11:49








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