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a face

Quinta-feira, 06.03.14

 

I

no cabo da madrugada

espero a face da rua

 

ganham espaço pedaços de memórias

sabores a mais na espacial arcada

de circunspectos danos

 

perdido em casos arranco os castiçais

facilito arrumos

percebo o estranho momento das cigarras

 

II

lágrimas verdes

 janelas facetadas

resplandecem no vagaroso rolar das vagas

 

que mais

ideais

idades

lodos debruçados

vales ou  

madrugadas do meu nome

 

III

coberto de veias recordo o meu país

o corpo de cobaia volta ao ponto de partida

sombrio arcanjo

na esclerose dos desígnios

 

quando o som fica sozinho

ou se ausenta

 o movimento retoma o objeto

dá a solução

esclarece o movimento

 

IV

primavera doce

aparta-me a visão

em que se forja o intento dos cabos

 

como quem recomeça o mundo

ativo danos

perfaço saudades

nada desfaço

e nada desejei

 

descubro-me o objeto

reconheço a lei

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publicado por Carlos Alberto Correia às 12:04








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