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tema da solidão X

Quarta-feira, 05.03.08
Posted by Picasa
minha pátria é este sol
esta música um barco de vento
a febre das rosas ou
maio que se abre em novas cores

minha pátria é um país
de estranheza
circundado por ternura e pardais
minha pátria é esta terra
uma hera recolhida
em horas vesperais

é o branco silêncio a luz intensa
o acordar o sonho a sombra imensa
que torna e roda e que decai
em ciclo duradoiro
onde o sangue pulsa
plantando vinhais de solidão

poema terra
sentido sem razão
sol de maio meu tempo sustido
entre o momento de partir e de estar

o tempo gota a gota cai
e ninguém vê
que o tempo é pátria e terra avara

é por isso que o meu canto pára

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publicado por Carlos Alberto Correia às 22:57


2 comentários

De Luciano Barata a 06.03.2008 às 17:19

Abençoado este tempo de fome e de fartura. Fartura de palavras, bem vindas a este Universo dos semi-vivos, que sentados esperavam os teus dias de ócio, para que recomeçasses assiduamente a escrever e nós quotidianamente a ler os teus poemas.
Vou ser o 1º subscritor, afim de que o teu canto não pare.
Um abraço.

De Carlos Correia a 06.03.2008 às 18:51

São, amigo, subterfugios poéticos. Quando a voz é livre, mesmo que ela se cale o canto continua no silêncio.

Para ti, um poema de há muito:

cantar e quem canta para além do
próprio canto das asas quem voa e
quem espera o canto

e quem fica na espera que o canto trás da
hora e do silêncio calando o canto de
todos nós aves que poisando as
asas poisam na terra e o canto do silêncio
é sempre espera de nós

como se cantando o canto também se
cantasse a voz

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