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tema da solidão VII

Quinta-feira, 31.01.08
Posted by Picasa

invisto as madrugadas
o frio esmorecer do tempo
utilizado
entre o rumo da alva e
o do não ser

em mim me fundo
e só partindo
desvendo o caminho
por onde chego

mal o caminho infinito
se acaba
reencontro a estrada
o esperado sinal
a fonte de água

sou mestre na espera
aguardo até o que acabar não sabe
e dentro deste peito que se abre
fomento inteiro o dia por nascer

quem sabe de mim
quem me constrói
em que rua em que ave
em que rio
encontro a cidade que me aguarda

que lábios de mulher posso esperar
para além da poeira do já visto
a transcendência pouca
que procuro
absorve-me o tempo
e se insisto
é porque sinto vias vejo atalhos
onde podem frutificar os meus trabalhos

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publicado por Carlos Alberto Correia às 16:02


2 comentários

De kira a 01.02.2008 às 18:56

como é que um poeta de alta craveira consegue ser um mal-dizente de craveira alta ? não é belegar pois não?

abração. és muita bom!

kira

De prof.essa a 01.02.2008 às 20:26

Olá Carlos,
Que belo poema para ser declamado num recital de poesia...aquele recital que vamos organizar em breve...a F. e eu...que belo poema...
Bjs,
carolina

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