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Memórias 13 - sw2

Domingo, 22.02.09




não sei se cheguei depois
mas as minhas mãos vieram antes
acariciar-te o sorriso

no teu rosto
rosto de marés
o encantamento das palavras murmuradas

tal como uma distância
vives dentro de mim
talvez de ressonância em ressonância
seja o teu nome
um monumento barroco

é no suave fascínio de mulher
que te cumpres ao longe
que eu te espero e não queres vir

esta foi a canção que ouvi em ondas curtas
em sw2 para ser mais exacto


Guiné, Teixeira Pinto, 21 de Novembro de 1967

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publicado por Carlos Alberto Correia às 01:23


1 comentário

De Anónimo a 06.03.2009 às 19:34

Jovem eras..., soldado menino que, amado pelos deuses, «menino de sua mãe», não ficou no «plaino abandonado»! Pudera... já então tinhas a voz iluminada de poesia.
Quem só agora te lê, procure mais. Encontrará fabulosas escritas e musicalidades surpreeendentes. Visitem Novas histórias de Penélope, caros leitores deste blogue. É imperdível. É POESIA MAIOR!
Eu continuarei leitora fiel, mas sempre surpreendida quando dos «arcanos da memória» (citando o Carlos Correia), deparo com a voz dos seus vinte anos, já tão segura, de um lirismo tão decantado. «Que volte cedo» suplicaria a amada de então... E com razão! E voltou, felizmente.

É urgente lê-lo, descobrir nas rotas dos versos deste poeta.

Acácia

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